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Nove vezes Nova York: uma história de amor e superação

A Ludmilla já viajou nove vezes para Nova York com pontos Multiplus. E cada uma dessas viagens teve uma motivação especial. Leia seu relato emocionante e inspirador!

GRU - JKF

Era a nona vez que eu pegava um avião que faria o mesmo itinerário: GRU – JFK. Pode parecer uma falta de criatividade imensa ir tantas vezes para a mesma cidade – justo aquela que é visitada por mais de 60 milhões de turistas todo os anos.

Desde 1986...
Desde 1986...

Amor à primeira vista

A primeira vez que fui até Nova York foi em 1986. Eu tinha apenas 4 anos de idade e a cidade era outra. Seus metrôs eram ainda mais sujinhos e a violência era crítica.

Mas hoje, quando olho as fotos, gosto de pensar que aprendi a ir à Nova York antes mesmo de saber ler e escrever.

Nessa época eu ainda não dominava uma arte valiosa: a de viajar com pontos. Essa foi a única vez que fui para a cidade sem usar pontos Multiplus.

Inesperado

Voltei para Nova York 25 anos depois, com meu marido – depois de prometer para mim mesma que eu “conheceria” Nova York antes de completar 3 décadas de vida. Meu crush com a cidade virou casamento em 2011 e eu a amei tão intensamente que desde então não há um dia na minha vida que ela não passe pela minha cabeça.

Foi nessa viagem que eu percebi algo estranho com a minha saúde. Nada alarmante, até aquele momento. Mas hoje, quando lembro dos fatos, vejo como a cidade foi importante em me ajudar a receber o diagnóstico de câncer, aos 29 anos de idade.

Consegui cumprir a meta de voltar a Nova York depois dos 30 anos – só não esperava que fosse fechar aquele mesmo ano em um hospital.

O lado bom das coisas

Na sala do Hospital do Câncer, no agendamento da minha cirurgia tive uma das ideias mais estranhas que eu poderia ter – no dia foi motivo de susto para minha família, mas hoje é estopim para muita risada.

Ao acertar a data da cirurgia, descobri que meu plano de saúde não cobriria o meu custo hospitalar e eu teria que pagar pelo sistema particular.

Naquela salinha, cheia de sentimentos difíceis, eu olhei para a mesa da atendente, vi uma máquina de cartão de crédito e tive o seguinte insight: se eu pagar no cartão, vou ganhar pontos. E como essa conta não vai sair nada barata, vai dar para eu ir para Nova York de novo.

Quando ela confirmou que eu poderia pagar a conta no crédito, olhei para meu marido e afirmei categoricamente: “Depois que isso passar, vamos imediatamente para Nova York”. Ele não entendeu nada até eu explicar. E acho que até hoje deve estar se perguntando como eu pude ter essa ideia maluca em um momento tão dramático.

O amor por NY, Lud compartilhava com o pai.
O amor por NY, Lud compartilhava com o pai.

Um novo início

Seis meses depois, em julho de 2012 eu estava em Nova York – me deliciando com o verão do Central Park e cruzando novamente a Brooklyn Bridge.

Entre a minha cirurgia e a viagem meu pai também recebeu o diagnóstico de câncer e faleceu. Ele também era apaixonado por Nova York, o que só aumentou minha vontade de viver momentos na cidade novamente.

A partir de então, fui todos os anos para a cidade. Desde 2011 a Multiplus é minha melhor parceira nessa missão. Todas as vezes usei meus pontos e aproveitei o que de mais belo eles podem oferecer: experiências que ficam para a vida inteira.

Muitos encontros.
Muitos encontros.

A cidade e as pessoas

Já viajei para Nova York com muita gente que amo. Já encontrei uma amiga, no meio da Times Square, que alguns meses depois virou uma parceira em um projeto.

Já fiquei hospedada na casa da mãe adotiva do Ishmael Beah – sem saber disso até chegar lá. Já derreti e congelei. 

Já gastei mais do que devia e já me arrependi de ter deixado presentes para trás. Fiz tantas descobertas naquele lugar que eu poderia fazer um filme sobre isso – mas penso que Woody Allen já faz isso de maneira tão brilhante que é melhor que eu guarde as cenas para mim mesma.

Pedido inesperado.
Pedido inesperado.

Surpresa

Acho que uma das minhas imagens favoritas é a do dia que meu marido me pediu em casamento no topo do Empire State Building.

Se Nova York já tinha sua magia natural, não consigo nem dizer quanto esse momento multiplicou meu encantamento pela cidade – e pelo meu marido, que conseguiu fazer uma surpresa enorme.

Cantos favoritos

Fui pra Nova York com tantas pessoas queridas diferentes que fico impressionada como a cidade se molda e é diferente para cada um. Eu tenho certeza que cada um tem a sua Nova York.

A minha é imperfeita, sujinha, com suas melhores surpresas entre a rua 10 e a 34. Como eu amo esse pedaço da cidade! A ponte do Brooklyn também é um dos meus cantos favoritos.

A melhor companhia!
A melhor companhia!

Uma viagem de última hora

Em 2017 eu estava quase conformada que seria um ano que eu pularia Nova York.

Seria injusto reclamar, pois já havia feito outras viagens deliciosas alguns meses antes – claro, também usando pontos. Mas, por uma série de questões, parecia que estar em Nova York em 2017 não seria possível.

Meses antes eu e uma amiga havíamos falado de comemorar o aniversário dela na cidade. Se as pessoas dizem que o câncer é uma maldição, eu tenho uma outra teoria: ter câncer é ruim, mas às vezes ele traz gente que simboliza uma bela dose de cura. Ana Michelle é uma dessas pessoas, companheira de diagnóstico, de piadas e aventuras peculiares.

Pontos Multiplus em ação!

Menos de uma semana antes do aniversário dela, colocamos os pontos Multiplus em ação. Parecíamos loucas buscando passagens. Conseguimos! Embarcamos no dia 9 de dezembro e estaríamos prontas para comemorar o aniversário da Ana Mi lá.

Se fazer aniversário é motivo de festa pra quem está vivendo uma vida sem grandes emoções, imagine para Ana Mi que convive há 3 anos com o câncer metastático. De fato, como ela mesmo diz, tudo é muito intenso. Essa viagem foi assim desde o primeiro segundo.

Vista favorita.
Vista favorita.

Tudo perfeito

Chegamos em Nova York juntas, no dia em que meu pai completaria 70 anos. Vimos o Central Park branco num dia em que o sol brilhava mais que tudo.

Comemos o cookie do Le Vain, vimos a cidade iluminada, assistimos a um culto de Natal no Brooklyn. E não havíamos completado nem 10 horas na cidade ainda! Tudo intenso. 

Como deveria ser toda vez que a gente toma consciência do que é o tempo.

No segundo dia peregrinamos em ruas, museus, exposições, mais gelo, e o sol não parou de brilhar em nenhum instante. No terceiro dia, mesmo com os pés e panturrilhas pedindo descanso, estávamos lá, amando Nova York e cada uma de suas partículas de gelo, de poeira e de luzes de Natal.

Em quase toda esquina ouvia-se a voz de Mariah Carey, embalando nossa alegria com “All I want for Christmas is you”. E eu só pensava o quanto o refrão “Make my wish come true…” fazia sentido enquanto vivíamos a realização de um sonho.

NY, neve e Natal!
NY, neve e Natal!

Clichês que valem a pena

Não faltou item na bucket list, mas o que liderava a lista era estar na frente da árvore do Rockfeller Center. Quando chegamos lá, parecia que não era de verdade, de tão lindo.

Mas a surpresa mesmo ficou para a véspera do aniversário da AnaMi. Cruzamos a ponte do Brooklyn a pé, num dia lindo, que equilibrou frio e um sol de rachar. 

Pontualmente, às 15h, fomos até o Rockfeller Center para assistirmos ao pôr do sol.

Nessa época do ano, o sol se põe muito cedo, e estávamos lá, a postos. Foi emocionante, e até hoje é difícil lembrar dessa hora sem me emocionar. Minutos antes de anoitecer, sugeri: “Amiga, vamos passar a meia-noite do seu aniversário na Times Square? Vai ter neve, prometo.”

Como mágica

Fomos até o hotel pegar mais um casaco, e, pouco antes da meia-noite, pisamos na Times Square. Quando colocamos o pé lá, os primeiros flocos de neve começaram a cair, como naqueles filmes bem clichês da Sessão da Tarde, que, de tão improvável, você questiona como alguém teve coragem de escrever um roteiro tão óbvio.

Mas lá estava eu, depois de tudo, no meio da Times Square, à meia-noite, comemorando o aniversário de uma das minhas pessoas favoritas desse mundo.

Nevou tanto que a gente ficou extasiada: foi tão perfeito que não poderia dar mais certo.

No dia seguinte, nos despedimos. Ana Mi seguiu viagem para o Canadá e eu voltei para o Brasil, achando que eu nunca poderia morar em Nova York, porque foi Nova York que escolheu morar em mim, para sempre.

E que venham as próximas!
E que venham as próximas!

Experiências que valem

Já estou planejando minha décima vez, ponto por ponto.

Melhor que converter contas (do hospital ou do supermercado) em pontos, é converter pontos em experiências – especialmente aquelas que conseguimos compartilhar.

Multiplus, minha gratidão a vocês, por viabilizarem algumas das experiências mais lindas da minha vida.

Já dizia Mariah Carey: “All I want for Christmas… is Multiplus!”.