DICAS DE VIAGEM

Rota para a Rússia: dicas de uma velha raposa para 2018

O #PontoLover Marcelo Dunlop tem dicas imperdíveis para os amantes de futebol que estão se preparando para resgatar passagens para a Rússia em 2018.

Catedral Cristo Salvador na Ponte Patriarcal.
Catedral Cristo Salvador na Ponte Patriarcal.

Turista

O turista, você conhece o tipo, é aquela espécie que viaja para esvaziar a mente enquanto a mente é invadida por 177 novas interrogações por minuto que tentam perturbá-lo.

São questões singelas porém cruciais, como Vai fazer frio?, Vai faltar neve?, Será que provo aquilo? ou Compro um cortador de unha?.

É por isso, caro leitor, que o turista da Copa do Mundo de futebol é o mais privilegiado dos viajantes. Em sua cabeça, entre os dias 14 de junho e 15 de julho, data da final no belo estádio Lujniki em Moscou, cruzarão três, e apenas três, perguntas importantes. A saber:

A Praça Vermelha.
A Praça Vermelha.

Dúvidas importantes

1) Na Rússia pode beber cerveja na rua?2) Em caso de bola na rede, o russo barbudão do meu lado vai tentar me lascar um beijaço na boca?e 3) Levo ou não a vuvuzela das Copas anteriores?. E a resposta é a mesma: Não. Não. E, por favor, não.

Mas o turista pode teimar em ter outras dúvidas desimportantes, como, por exemplo, como conseguir ingressos ou onde dormir.

Para que não reste nenhuma pergunta sobre a Copa do Mundo da Rússia, entrevistamos em primeira mão um torcedor recordista em Copas do Mundo, o único brasileiro que foi a mais Copas que o Zagallo: trata-se do carioca Francisco Moraes, jovem de 77 anos, que desde a Copa do México em 1970 viaja para ver a festa máxima do futebol mundial, e sempre volta para contar a história.

Alvo de dezenas de jornalistas, daqui e do exterior, ávidos por histórias, Francisco Moraes driblou todos eles para nos dar as melhores dicas sobre a próxima Copa. Pode confiar nos pitacos do turista veterano, afinal, como ele mesmo diz, sem vaidade: Não é qualquer mané que tem 12 Copas nas costas, certo?.

A Ponte Borodinsky.
A Ponte Borodinsky.

Ingressos

É sempre um suspense, pois as vendas para os 64 jogos terão início em setembro de 2017 pelo site da Fifa, enquanto o sorteio dos grupos e das chaves das seleções será apenas no dia 1º de dezembro, quando o torcedor descobre emocionado que comprou dois ingressos para Argélia x Nova Zelândia em Ekaterimburgo, lá para as bandas do Alasca.

Mas é como diria o profeta Carlos Eduardo dos Santos, mais conhecido como Galvão Bueno: Não tem Copa do Mundo fácil, amigo.

A dica é ir atrás de jogos dos times cabeças de chave, seleções tradicionais, e procurar ingressos para os estádios em São Petersburgo e Moscou, duas cidades obrigatórias para o turista. Preços: de 105 a 500 dólares (abertura e finais são mais caras, com os bilhetes mais caros a 1.100 dólares).

Risco de ingressos falsos

Comprar entradas fora do site oficial da Copa do Mundo é sempre uma temeridade. Moraes sugere: A Fifa sempre abre vendas às vésperas das partidas. E todas as cidades contam com escritórios deles. Vale ir cedo para a fila e comprar pelo preço oficial.

Transporte

Aí ficou moleza. Como verificado na Copa das Confederações, evento teste realizado recentemente na Rússia, todo torcedor que comprar ingresso terá de fazer um cadastro chamado FAN ID. Trata-se de um crachá com fotografia, que permite ao torcedor viajar de graça até a cidade-sede dos jogos, além de dar direito a metrô gratuito.

A entrada no estádio, aliás, é permitida somente a portadores tanto do crachá como do ingresso. É uma medida para afastar os baderneiros.

Comunicação

Moraes constatou que não é fácil encontrar quem fale inglês na Rússia. Em Moscou você ainda acha uns bonecos, no restoFoi na base da mímica. Na Copa, no entanto, devem pintar vários guias e balcões de informações bilíngues. De todo modo, procure desde já um bom curso de mímica.

Kremlin e Rio Moscou.
Kremlin e Rio Moscou.

Hospitalidade

Os russos sabem ser hospitaleiros, mas em alguns cantos você pode se ver no século XX e notar o espectro do racismo.

Moraes no entanto garante que não foi problema: Eles amam os brasileiros. Quem estiver com uma boa e velha camisa canarinho, um boné do Brasil ou roupas de times brasileiros vai logo se enturmar.

A Torre Stalin.
A Torre Stalin.

Onde dormir

Torcedor raiz não dorme, zanza pelas ruas. Mas, quando bater o cansaço, é bom ter uma hospedaria para cair. Outro local apropriado para uma pestana será dentro dos trens, nas viagens noturnas entre os estádios. É pegar um trem noturno – todos têm cama –, cochilar bonito e poupar hotel. A não ser, claro, que o ilustre passageiro do lado tenha levado a vuvuzela.

A Catedral São Basílio.
A Catedral São Basílio.

Vamos para Rússia?

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Vai com МУЛТИПУС!

Marcelo Dunlop é escritor e, principalmente, leitor. Foi organizador da antologia “Veríssimas” (2016), de Luis Fernando Verissimo. Turista incansável, lamenta não poder viajar mais frequentemente para a melhor cidade do mundo, o Rio de Janeiro. É onde ele mora.